Não se percam!
Sim...se der pra entender fixem bem a frase NÃO SE PERCAM!!! Porque no final só temos a nós mesmos. Só podemos contar conosco. Não pensem que seja pessimismo, não o é. É uma verdade sublime, talvez o grande objetivo para o qual a vida nos empurra. O mais sábio, o mais otimista, o mais feliz e o mais bobo sabem o valor de terem a si mesmos.
Cada pessoa é um indivíduo singular flutuando em um universo, prestem atenção: UNIverso. Somos serem semelhantes fisicamente talvez, mas únicos em toda a nossa extensão mental-psicológica-emocional-racional. Ú-N-I-C-O-S. Por isso mesmo não podemos perder nossa individualidade, precipuamente, a nossa identidade (excluo desse modo algum pensamento egoístico que a individualidade possa gerar) já que estamos mergulhados nesse universo (as vezes me sinto como em um caldeirão atulhada de pessoas ao meu redor, claustrofóbica mesmo...e tenho medo de perder a mim e não o que fui, sou ou serei).
Identidade são a característica que faz você gostar de você (me espanto como consegui definir identidade tão simplesmente). E isso é fundamental.
Alguém pode estar pensando ser isso papo de pessoa amargurada. Não extermino essa possibilidade (tenho que exercitar a tentativa de encontro do equilíbrio entre tantos pensamentos diferentes)....mas durante algumas abstrações em que acho que vislumbro o caminho adiante vejo que temos de contar somente conosco, o que não significa esquecer e acinzentar os sentidos para com os outros human beings. As pessoas são ainda hoje, e desejo que sejam sempre, as minhas inspiradoras de vida, elas são o meu Deus, elas me dão o sopro da vida. Vejam bem, usei a palavra PESSOAS, a população, a massa, a sociedade me amedrontam, minimizam e animalizam, mas isso é assunto para outra postagem.
O que tento desenhar nesse texto é a necessidade de aprendermos que só temos a nós, que o fundo do poço é quando não temos mais a nós mesmos.
Outra coisa: não confundão ter-se com solidão! Ao nos termos estamos mais completos do que nunca!!!!
Cordiais saudações
Mi
terça-feira, 20 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
L'amour...
Ouço tanto em filmes que o amor só é grande se for impossível. Seria grande por vir de outras vidas, outras dimensões ou mesmo pela ancestralidade dos que se amam!? Ou apenas grande pela sua não conclusão? Pois se não foi concluido existe uma potencialidade de amor-sem-fim. Primeiramente, pode-se ter alguma conclusão? O amor se ama a dois, a três, a quatro...ou o amor é só, se encerra em si, é só seu, do amor??? Aaaaaaaaaaah (um grito que sempre sufoco). Nunca acreditei em amores impossíveis. Nunca cogitei a possibilidade de não realização. O amor é imponderável, não é classificável, não é ao menos discutível. O amor agrupa todos os sentimentos bons e ruins. Não existe simplicidade no amor. Existe resignação, existe satisfação, existe mágoa, existe felicidade, existe o que queremos que exista. Ele se faz de nós, da nossa projeção...talvez seja assim mesmo...o amor é do amor e de ninguém mais. Tem alma e quase corpo, chega a ser palpável, mas volátio. Nasce de nós, mas não se limita ao criador, crescem asas.
Quisera eu ser tão livre. Por isso ele se me apresenta tão impiedoso na minha pequenice.
A minha definição do amor depende do amor.
Tantas contradições...eu apenas não cheguei lá...ainda!
Cordiais saudações
Mi
Quisera eu ser tão livre. Por isso ele se me apresenta tão impiedoso na minha pequenice.
A minha definição do amor depende do amor.
Tantas contradições...eu apenas não cheguei lá...ainda!
Cordiais saudações
Mi
domingo, 4 de outubro de 2009
O melhor amor
Uma vez ouvi alguém dizer: "O melhor amor é aquele que provoca em nós os melhores sentimentos". Isto já tem mais de trinta anos, mas a frase ficou grudadinha na memória.
Retomo-a agora. É uma frase intrigante. Primeiro porque instila a idéia de que existe um "melhor amor". Se assim é, então deve existir também um "pior amor". Isto desestabiliza a idéia de que o amor é sempre uma coisa una e indivisível, que é em si sempre algo sublime, fora de nós, e que certos amantes é que não sabem como lidar com ele.
Ocorreu-me de novo aquela frase, porque alguém (há sempre alguém nos dando frases de presente), numa conversa banal, disse que fulano era especialista em murchar mulheres. Havia casado umas três vezes, e o que eram namoradas viçosas e apetecíveis transformaram-se em cinzas e apagadas matronas olhando a vida como um trem que se afastasse deixando-as murchas na estação.
Tem gente, portanto, que tem DNA de sanguessuga. Crava o dente na alma do outro e a esvazia. No entanto, a convivência amorosa deveria trazer vida, alegria, comunicabilidade, enfim, despertar em cada um o que cada um de melhor tem.
Em Belo Horizonte houve uma miss Brasil esfuziantemente linda, que casou com um empresário e obnubilou. É essa a palavra que me ocorre, e - como dizia o mestre Aurélio - a gente tem que dar oportunidade às palavras. A moça enevoou-se, apagou-se, sumiu do mapa, sequestrada na tristeza. Obnubilou-se.
Alguém vai dizer: "isto também ocorre do lado feminino". E eu não sei? Já não vimos aquele filme com a Marlene Dietrich, O anjo azul, e, que a "mulher fatal", como uma aranha no cio, uma gafanhota perversa, vai destruindo o indefeso e apaixonado velho professor?
Picasso foi um grande, imenso exemplo de destruidor de mulheres. Isto pode ser revisto naquele filme tirado do livro que uma de suas ex-mulheres escreveu. Aliás, se acharem suspeitos os depoimentos expressos pela vida de suas sete esposas oficiais, vasta considerar a frase que Paul Éluard - poeta francês contemporâneo do pintor - certa vez disse depois de fazer um exame da caligrafia daquele minotauro amoroso: "Picasso ama intensamente, mas ele destrói o que ama".
Portanto, se há um "melhor amor" e um "pior amor", há amor que mata e amor que vivifica. Por isto, alguém pode indagar: "Por que há gente que fica presa ao 'pior amor'? Por que sofre insônias? Por que fica grudada no telefone que não toca? Por que continua dando presentes e recebendo rejeição de volta? Por que tolera certas humilhações públicas e íntimas?"
É que nem sempre se pode sair de um pântano, de areia movediça, sem agarrar-se a um galho, corda ou outro tipo de socorro. E as neuroses são como o cigarro. O fumante, mesmo sabendo que aquele vício mata, nem sempre consegue se libertar. E assim como que já deixou a bebida sabe que não se deve tomar um trago nem por brincadeira, quem já sofreu burramente por causa de um amor ruim deve precaver-se.
O melhor amor é aquele que desperta em nós os nossos melhores sentimentos. Aí, então, nossa pele remoça, os olhos brilham e somos capazes de atravessar os anos numa fecundante aura.
Affonso Romano de Sant'Ana
Retomo-a agora. É uma frase intrigante. Primeiro porque instila a idéia de que existe um "melhor amor". Se assim é, então deve existir também um "pior amor". Isto desestabiliza a idéia de que o amor é sempre uma coisa una e indivisível, que é em si sempre algo sublime, fora de nós, e que certos amantes é que não sabem como lidar com ele.
Ocorreu-me de novo aquela frase, porque alguém (há sempre alguém nos dando frases de presente), numa conversa banal, disse que fulano era especialista em murchar mulheres. Havia casado umas três vezes, e o que eram namoradas viçosas e apetecíveis transformaram-se em cinzas e apagadas matronas olhando a vida como um trem que se afastasse deixando-as murchas na estação.
Tem gente, portanto, que tem DNA de sanguessuga. Crava o dente na alma do outro e a esvazia. No entanto, a convivência amorosa deveria trazer vida, alegria, comunicabilidade, enfim, despertar em cada um o que cada um de melhor tem.
Em Belo Horizonte houve uma miss Brasil esfuziantemente linda, que casou com um empresário e obnubilou. É essa a palavra que me ocorre, e - como dizia o mestre Aurélio - a gente tem que dar oportunidade às palavras. A moça enevoou-se, apagou-se, sumiu do mapa, sequestrada na tristeza. Obnubilou-se.
Alguém vai dizer: "isto também ocorre do lado feminino". E eu não sei? Já não vimos aquele filme com a Marlene Dietrich, O anjo azul, e, que a "mulher fatal", como uma aranha no cio, uma gafanhota perversa, vai destruindo o indefeso e apaixonado velho professor?
Picasso foi um grande, imenso exemplo de destruidor de mulheres. Isto pode ser revisto naquele filme tirado do livro que uma de suas ex-mulheres escreveu. Aliás, se acharem suspeitos os depoimentos expressos pela vida de suas sete esposas oficiais, vasta considerar a frase que Paul Éluard - poeta francês contemporâneo do pintor - certa vez disse depois de fazer um exame da caligrafia daquele minotauro amoroso: "Picasso ama intensamente, mas ele destrói o que ama".
Portanto, se há um "melhor amor" e um "pior amor", há amor que mata e amor que vivifica. Por isto, alguém pode indagar: "Por que há gente que fica presa ao 'pior amor'? Por que sofre insônias? Por que fica grudada no telefone que não toca? Por que continua dando presentes e recebendo rejeição de volta? Por que tolera certas humilhações públicas e íntimas?"
É que nem sempre se pode sair de um pântano, de areia movediça, sem agarrar-se a um galho, corda ou outro tipo de socorro. E as neuroses são como o cigarro. O fumante, mesmo sabendo que aquele vício mata, nem sempre consegue se libertar. E assim como que já deixou a bebida sabe que não se deve tomar um trago nem por brincadeira, quem já sofreu burramente por causa de um amor ruim deve precaver-se.
O melhor amor é aquele que desperta em nós os nossos melhores sentimentos. Aí, então, nossa pele remoça, os olhos brilham e somos capazes de atravessar os anos numa fecundante aura.
Affonso Romano de Sant'Ana
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Até parece....
"Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, como sabê-lo?" (Vínicius de Morais)
Vamos lá, uma situação hipotética.
Digamos que eu tivesse muito, muito, muito dinheiro e um filho meu chegasse a mim com a idéia e argumentação que não quer trabalhar, meu dinheiro é mais do que suficiente para não só sobreviver e sim viver muito bem com todos os confortos e regalias desejadas e que por isso ia aproveitar tudo o que o mundo oferece de prazeiroso (com algumas responsabilidades, hipoteticamente!) iria se tonar um bon vivant.
Eu pensaria muito a respeito e talvez chegasse a conclusão de que é verdade, de que posso proporcionar uma vida plena de sabores a ele e sim, permitiria....
Mas será que ele tem o discernimento necessário para saber realmente no que está entrando de cabeça e talvez sem volta????
Quando somos jovens temos energia, coragem e principalmente vontade de fazer anything. Entretanto, será que mais adiante ele não sentiria vontade de trabalhar, de produzir algo que posso dizer "Fui eu quem fez isso" e ter esse imenso prazer de olhar algo construido por si, sentir-se útil?
Ou será apenas que por julgarmos os jovens tão cheios de utopismos eles não tenham capacidade suficente para decidir que tipo de vida ter e podem até se arrepender no futuro próximo ou distante.
Por esses pensamentos será que não os moldamos à nossa imagem e semelhança tornando-os tão ordinários quanto nós...tão necessitados de ditações, coisas e vivências ordinárias. Projetamos neles o que achamos ser melhor para nós...ou seja, o que é dito melhor para a considerada sociedade normal.
Se nos insentássemos dessa projeção eles não desenvolveriam um ser diferente, "independente" e até mesmo quem sabe melhor do que nós, os pais, e a a sociedade dita normal.
Como julgar o que é melhor para um ser cheio de potencialidades, gosto diversos, vida ardejante e principalmente...deferente de nós.
Será que simplesmente nos anestesiamos...predemos aquele viço, que naturalmente se perde, e por isso nos julgamos experiente e sabedores do mundo permitindo nos arvorar a dizer o que é melhor e o que é pior. As escolhas são infinitas...a liberdade tão perigosa e excitante!!!
Ou será realmente que a vida é simplesmente isso...esse mundinho nosso...tão ordinário? E estamos mais corretos com nossos pensamentos mais "vividos"??
Alguém consegue entender-me????
Cordiais saudações
Mi
Vamos lá, uma situação hipotética.
Digamos que eu tivesse muito, muito, muito dinheiro e um filho meu chegasse a mim com a idéia e argumentação que não quer trabalhar, meu dinheiro é mais do que suficiente para não só sobreviver e sim viver muito bem com todos os confortos e regalias desejadas e que por isso ia aproveitar tudo o que o mundo oferece de prazeiroso (com algumas responsabilidades, hipoteticamente!) iria se tonar um bon vivant.
Eu pensaria muito a respeito e talvez chegasse a conclusão de que é verdade, de que posso proporcionar uma vida plena de sabores a ele e sim, permitiria....
Mas será que ele tem o discernimento necessário para saber realmente no que está entrando de cabeça e talvez sem volta????
Quando somos jovens temos energia, coragem e principalmente vontade de fazer anything. Entretanto, será que mais adiante ele não sentiria vontade de trabalhar, de produzir algo que posso dizer "Fui eu quem fez isso" e ter esse imenso prazer de olhar algo construido por si, sentir-se útil?
Ou será apenas que por julgarmos os jovens tão cheios de utopismos eles não tenham capacidade suficente para decidir que tipo de vida ter e podem até se arrepender no futuro próximo ou distante.
Por esses pensamentos será que não os moldamos à nossa imagem e semelhança tornando-os tão ordinários quanto nós...tão necessitados de ditações, coisas e vivências ordinárias. Projetamos neles o que achamos ser melhor para nós...ou seja, o que é dito melhor para a considerada sociedade normal.
Se nos insentássemos dessa projeção eles não desenvolveriam um ser diferente, "independente" e até mesmo quem sabe melhor do que nós, os pais, e a a sociedade dita normal.
Como julgar o que é melhor para um ser cheio de potencialidades, gosto diversos, vida ardejante e principalmente...deferente de nós.
Será que simplesmente nos anestesiamos...predemos aquele viço, que naturalmente se perde, e por isso nos julgamos experiente e sabedores do mundo permitindo nos arvorar a dizer o que é melhor e o que é pior. As escolhas são infinitas...a liberdade tão perigosa e excitante!!!
Ou será realmente que a vida é simplesmente isso...esse mundinho nosso...tão ordinário? E estamos mais corretos com nossos pensamentos mais "vividos"??
Alguém consegue entender-me????
Cordiais saudações
Mi
domingo, 27 de setembro de 2009
Estou me sentindo tão fora de mim. Como é atordoante estar separada de mim. Como é aterrorisante sentir vazio. Sou sempre preenchida por sentimentos e agora não sei o que sentir. "O peso de sentir, o peso de ter que sentir" (Bernado Soares/Fernando Pessoa).
É duro ter o peito vazio, mas quero ser cruel agora. Preciso ser cruel. Necessito deixar de sentir para sentir de novo. Alias, já deixei de sentir a muito tempo.
Meu Deus me ajude com a incompreensão de mim e de ti.
Antes eu cheia de dor e agora vazia de sentimentos...a situação não mudou.
Medo de não ser...medo de não me tornar-me (reduntante assim mesmo)...ai como doi e como é maravilhoso/deslumbrante o vir-a-ser enterno. Oh Pai, rogo que eu não me canse nunca.
Sinto náuseas, fecho os olhos e meu corpo gira. Desejo voar despida de tudo até mesmo de asas...quem sabe assim seria apenas espírito! E contraditoriamente finco as barras da minha própria prisão.
Que necessidade de tentar proporcionar o bem estar alheio. Seria bondade ou apenas carência?
Cordiais saudações
Mi
É duro ter o peito vazio, mas quero ser cruel agora. Preciso ser cruel. Necessito deixar de sentir para sentir de novo. Alias, já deixei de sentir a muito tempo.
Meu Deus me ajude com a incompreensão de mim e de ti.
Antes eu cheia de dor e agora vazia de sentimentos...a situação não mudou.
Medo de não ser...medo de não me tornar-me (reduntante assim mesmo)...ai como doi e como é maravilhoso/deslumbrante o vir-a-ser enterno. Oh Pai, rogo que eu não me canse nunca.
Sinto náuseas, fecho os olhos e meu corpo gira. Desejo voar despida de tudo até mesmo de asas...quem sabe assim seria apenas espírito! E contraditoriamente finco as barras da minha própria prisão.
Que necessidade de tentar proporcionar o bem estar alheio. Seria bondade ou apenas carência?
Cordiais saudações
Mi
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Das vantagens de ser bobo
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo
Clarice Lispector
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo
Clarice Lispector
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
MiróNão é por me gavar
mas eu não tenho esplendor.
Sou referente pra ferrugem
mais do que referente pra fulgor.
Trabalho arduamente para fazer o que é desnecessário.
O que presta não tem confirmação,
o que não presta, tem.
Não serei mais um pobre diabo que sofre de nobrezas.
Só as coisas rasteiras me celestam.
Eu tenho cacoete pra vadio.
As violetas me imensam.
Manoel de Barros
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Liberdades
Olá meus fiéis,
ah!..a liberdade!
Como escreveu Cecília Meireles no famoso Romanceiro da Inconfidência "Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta/ Que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda".
Existem várias liberdades. Liberdade de ir e vir, que na realidade não existe, excluindo, claro, os passeios imaginários. Temos o desejo inato de ir/vir ou vir/ir como algo superior e anterior a nós. Contudo, por prudência ou algum outro problema não podemos ir onde queremos nem sair de onde não queremos.
Há também a liberdade de ser realmente quem é, entretanto, penso eu, que esta ainda paira perto das estrelas...sonhamos com ela, a vemos todos os dias, achamos que está perto, mas na realidade a distância é abismal, quer dizer, galática. ("Qual o sinal da libertação? Não mais se envergonhar diante de si próprio!" Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom).
Liberdade poética...huuuuuuuuum talvez a mais palpável de todas e extremamente saborosa. Podemos escrever qualquer coisa (péssima ou excelente) e teremos sempre como defesa a licença poética (Será que erros gramaticais também podem ser considerados linceça poética também??? rsrsrsrs). Mais profundo que isso é a gostosura da invenção de novas palavras, re-sentidos pra ressentir vetustas palavras, uma única frase traduzindo vidas inteira, oceanicas possibilidades de interpretações. Características esquizofrênicas!!!??? Que seja, então!
Liberdade para decisões. Decisões são sempre dolorosas pra mim, pois optar por um caminho significa abandonar outro. Como saber qual deles é realmente "O Caminho", como evitar a nostalgia dos outros tantos não escolhidos mas não preteridos!!?? Mas ai é que está, esse é o ponto de virada, o segredo, a hora da estrela (perdoe-me Clarice) é fazer do caminho tomado o mais belo, luminoso, florescente, oportunístico, imarcescível...verdejante.
Liberdade amorosa...possibilidade de amar vários amores ou vários amares para um amor ou ainda infinitos amares para grandes amores. Há também um outro lado da liberdade, a anistia, a abolição de um amor escravizante. No início você não sabe o que fazer muito bem com tanta liberdade e na verdade nem a deseja...mas depois que experimentamos é dito: "adeus gaiola" e voamos mais leves...tal passarinhos. Existe um texto do Affonso Romano de Sant'Anna que fala do "melhor amor" e do "pior amor", postá-lo-ei em breve...interessantíssimo!!!
"Escravizaram assim um pobre coração
É necessário a nova abolição
Pra trazer de volta a minha liberdade
Se eu pudesse gritaria, amor
Se eu pudesse brigaria, amor
Não vou, não quero"
(Autonomia - Cartola)
Voem...sempre, mesmo que presos.
Cordiais saudações
Mi
ah!..a liberdade!
Como escreveu Cecília Meireles no famoso Romanceiro da Inconfidência "Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta/ Que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda".
Existem várias liberdades. Liberdade de ir e vir, que na realidade não existe, excluindo, claro, os passeios imaginários. Temos o desejo inato de ir/vir ou vir/ir como algo superior e anterior a nós. Contudo, por prudência ou algum outro problema não podemos ir onde queremos nem sair de onde não queremos.
Há também a liberdade de ser realmente quem é, entretanto, penso eu, que esta ainda paira perto das estrelas...sonhamos com ela, a vemos todos os dias, achamos que está perto, mas na realidade a distância é abismal, quer dizer, galática. ("Qual o sinal da libertação? Não mais se envergonhar diante de si próprio!" Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom).
Liberdade poética...huuuuuuuuum talvez a mais palpável de todas e extremamente saborosa. Podemos escrever qualquer coisa (péssima ou excelente) e teremos sempre como defesa a licença poética (Será que erros gramaticais também podem ser considerados linceça poética também??? rsrsrsrs). Mais profundo que isso é a gostosura da invenção de novas palavras, re-sentidos pra ressentir vetustas palavras, uma única frase traduzindo vidas inteira, oceanicas possibilidades de interpretações. Características esquizofrênicas!!!??? Que seja, então!
Liberdade para decisões. Decisões são sempre dolorosas pra mim, pois optar por um caminho significa abandonar outro. Como saber qual deles é realmente "O Caminho", como evitar a nostalgia dos outros tantos não escolhidos mas não preteridos!!?? Mas ai é que está, esse é o ponto de virada, o segredo, a hora da estrela (perdoe-me Clarice) é fazer do caminho tomado o mais belo, luminoso, florescente, oportunístico, imarcescível...verdejante.
Liberdade amorosa...possibilidade de amar vários amores ou vários amares para um amor ou ainda infinitos amares para grandes amores. Há também um outro lado da liberdade, a anistia, a abolição de um amor escravizante. No início você não sabe o que fazer muito bem com tanta liberdade e na verdade nem a deseja...mas depois que experimentamos é dito: "adeus gaiola" e voamos mais leves...tal passarinhos. Existe um texto do Affonso Romano de Sant'Anna que fala do "melhor amor" e do "pior amor", postá-lo-ei em breve...interessantíssimo!!!
"Escravizaram assim um pobre coração
É necessário a nova abolição
Pra trazer de volta a minha liberdade
Se eu pudesse gritaria, amor
Se eu pudesse brigaria, amor
Não vou, não quero"
(Autonomia - Cartola)
Voem...sempre, mesmo que presos.
Cordiais saudações
Mi
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Quem...
Olha ae!! O coração é um pregador de peças.
"Quem sabe saber o que sente" (Fernando Pessoa). Tão complicados esses joguinhos amorosos. Prometemos amar sem estratégias, sem combates e concorrência...mas até quando isso dura, em!!!!??? Alguém tem a ousadia de me dizer? A resposta é: não! Poucas pessoas querem ser sinceras consigo e quase ninguém consegue (o que raios é quase ninguém!?). Até quando dura o amor??? Será que me tornei uma mulher amargurada ou simplesmente compreendi que o amor nesse planeta, ainda tão para trás, não pode ser exercido como realmente é...na sua essência. "Amamos" por uma necessidade de sobrevivência, na verdade, necessitamos do outro para suprir algo que nos falta. E dizemos que o amado(a) nos completa (suspiros...)!!!
Por favor, não me condenem ainda!!! Tenho ciência de que vou sempre me apaixonar e ser apaixonada...gosto de gostar e por essa paixão de vida sofro e sofrerei muito (Deus me ajude!!!). Acredito no amor e sempre vou bramir pelos amantes e pelo amar! Pois um dia aprenderemos o que caracteriza o amor e saberemos que ele é meio e não o fim.
Enquanto isso não chega...temos de controlar ou esconder (como preferir) a posse, o ciúmes, a traição, as mentiras, os carinhos, os desejos de solidão não compreendidos, as vontade de companhia em momentos inusitados, os rompantes, o insólito desejo, os arroubos de paixão e tantas outras coisas que só os enamorados sentem, entendem e vivenciam...
Viver...reviver...vivênciar...
Como amar sem nos proteger depois de uma decepção??? Só com uma certa....digamos, maturidade (a palavra não é essa, mas até encontrar a adequada fica essa mesmo!) de saber que a vida dói...que ainda não somos verdadeiros, não somos donos de ninguém e muito menos de nós.
Quem há de julgar as veredas dos amores...e mais uma vez...."Quem sabe saber o que sente?" (Fernando Pessoa)
Cuidado com a loucura!
Não esqueçam, por favor, EU ACREDITO NO AMOR.
Cordiais saudações
Mi
"Quem sabe saber o que sente" (Fernando Pessoa). Tão complicados esses joguinhos amorosos. Prometemos amar sem estratégias, sem combates e concorrência...mas até quando isso dura, em!!!!??? Alguém tem a ousadia de me dizer? A resposta é: não! Poucas pessoas querem ser sinceras consigo e quase ninguém consegue (o que raios é quase ninguém!?). Até quando dura o amor??? Será que me tornei uma mulher amargurada ou simplesmente compreendi que o amor nesse planeta, ainda tão para trás, não pode ser exercido como realmente é...na sua essência. "Amamos" por uma necessidade de sobrevivência, na verdade, necessitamos do outro para suprir algo que nos falta. E dizemos que o amado(a) nos completa (suspiros...)!!!
Por favor, não me condenem ainda!!! Tenho ciência de que vou sempre me apaixonar e ser apaixonada...gosto de gostar e por essa paixão de vida sofro e sofrerei muito (Deus me ajude!!!). Acredito no amor e sempre vou bramir pelos amantes e pelo amar! Pois um dia aprenderemos o que caracteriza o amor e saberemos que ele é meio e não o fim.
Enquanto isso não chega...temos de controlar ou esconder (como preferir) a posse, o ciúmes, a traição, as mentiras, os carinhos, os desejos de solidão não compreendidos, as vontade de companhia em momentos inusitados, os rompantes, o insólito desejo, os arroubos de paixão e tantas outras coisas que só os enamorados sentem, entendem e vivenciam...
Viver...reviver...vivênciar...
Como amar sem nos proteger depois de uma decepção??? Só com uma certa....digamos, maturidade (a palavra não é essa, mas até encontrar a adequada fica essa mesmo!) de saber que a vida dói...que ainda não somos verdadeiros, não somos donos de ninguém e muito menos de nós.
Quem há de julgar as veredas dos amores...e mais uma vez...."Quem sabe saber o que sente?" (Fernando Pessoa)
Cuidado com a loucura!
Não esqueçam, por favor, EU ACREDITO NO AMOR.
Cordiais saudações
Mi
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Tempo demais
Inquietude...tic..tac...tic...tac...
Não...eu não devo ser maluca sozinha, todos têm esses momentos que não conseguem ficar em pé, sentado, deitado, nem permancer mais de um minuto no mesmo lugar ou 30 segundos fazendo a mesma coisa. Transtorno Obssessivo Compulsivo!!?? Será?
Eita vontade horrenda de engolir o ar, expandir e explodir até não restar uma mísera partícula visível. Pensamentos?? "Noooooossa senhora...tem demais". Algumas horas não consigo ouvir nada ao meu redor nem mesmo uma britadeira, tantas são as vozes clamando por um minuto de atenção carentes e crentes que têm os assuntos mais interessantes dignos de escrita ou fala. E o pior...elas são todas completamente diferentes...tremam...quer dizer...tremo.
Ainda estou a selecionar algo bem bolado pra escrever aqui. Originalidade!!!??? Vocês realmente acreditam que existe algo original nesse mundo??? O único que eu acredito ter sido original foi Deus...o resto é tudo cópia...eterno plágio...pedantismo mesmo. Mas não fossem as máscaras que seriamos de nós...meros mortais (clichê, não!).
Voltando...o que será isso que "Vira um sentimento que nem sempre aflora mas que fica na memória/Depois vira um sofrimento que corrói tudo por dentro/Que penetra no organismo, que devora/Mas depois também melhora" (Depois Melhora - Luiz Tatit)...é galerinha...é isso mesmo que esse cara disse, não podemos descrever exatamente e nem localizar sua origem e morada...a única coisa possível é tentar aproximar as palavras ao sentimento.
Depois melhora...sempre passa. E quando não quer que passe:
"Ópios, edens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra"
(Dor elegante - Itamar Assumpção e Paulo Leminski)
Cordiais saudações
Mi
Não...eu não devo ser maluca sozinha, todos têm esses momentos que não conseguem ficar em pé, sentado, deitado, nem permancer mais de um minuto no mesmo lugar ou 30 segundos fazendo a mesma coisa. Transtorno Obssessivo Compulsivo!!?? Será?
Eita vontade horrenda de engolir o ar, expandir e explodir até não restar uma mísera partícula visível. Pensamentos?? "Noooooossa senhora...tem demais". Algumas horas não consigo ouvir nada ao meu redor nem mesmo uma britadeira, tantas são as vozes clamando por um minuto de atenção carentes e crentes que têm os assuntos mais interessantes dignos de escrita ou fala. E o pior...elas são todas completamente diferentes...tremam...quer dizer...tremo.
Ainda estou a selecionar algo bem bolado pra escrever aqui. Originalidade!!!??? Vocês realmente acreditam que existe algo original nesse mundo??? O único que eu acredito ter sido original foi Deus...o resto é tudo cópia...eterno plágio...pedantismo mesmo. Mas não fossem as máscaras que seriamos de nós...meros mortais (clichê, não!).
Voltando...o que será isso que "Vira um sentimento que nem sempre aflora mas que fica na memória/Depois vira um sofrimento que corrói tudo por dentro/Que penetra no organismo, que devora/Mas depois também melhora" (Depois Melhora - Luiz Tatit)...é galerinha...é isso mesmo que esse cara disse, não podemos descrever exatamente e nem localizar sua origem e morada...a única coisa possível é tentar aproximar as palavras ao sentimento.
Depois melhora...sempre passa. E quando não quer que passe:
"Ópios, edens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra"
(Dor elegante - Itamar Assumpção e Paulo Leminski)
Cordiais saudações
Mi
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Para não antecipar o fim...
"A solidão é fera, a solidão devora..." (Alceu Valença)
É amiguinhos a solidão é fera, a solidão devora...preparem-se!
Devemos nos doutrinar a sermos pessoas só, porque no final é isso mesmo que somos.
Somos tão divergentes entre nós...somos seres livres! Apesar de não sabermos o que é muito bem a liberdade e nem como usá-la. Ninguém está preso a ninguém...isso é divino e demoníaco também.
Mas saber ser só não significa isolar-se do mundo. Para mim é uma doutrinação diária para tentar colocar na cabeça, mesmo que a força, que não devemo ter necessidade de outra pessoa. Isso é libertação. Escravidão é manter relações apenas pelo que as outras pessoas oferecem e escolhe-las pelo que se necessita. Assim são as relações humanas...trocas de vantagens. São suportes entre fracos e fortes variando entre as nuances do peso e da leveza. Até que se descubra o amor em sua plenitude, abstraído das vicissitudes humanas, as interrelações humanísticas não deixaram de orbitar nessa esfera de troca. Agora calma que o andor é de barro. Não desejo ficar só e nem almejo chegar nesse amor tão puro...ainda sou por demais terrena e dominada pelas paixões.
Os relacionamentos são necessários para o crescimenro de todos os envolvidos. O que estou tentando passar (de forma muito confusa e pueril...perdoem-me) é o desapego para com as pessoas que são o objeto do nosso "amor". Sempre trabalhando a não necessidade do outro.
Desculpa gente...vou parar por aqui. Não estou a me sentir bem...
Ando muito enjoada...grávida do mundo!!!??? Será?
Cordiais saudações
Mi
"Quem quiser encontrar o amor, vai ter que sofrer, vai ter que chorar."
Torquato Neto
É amiguinhos a solidão é fera, a solidão devora...preparem-se!
Devemos nos doutrinar a sermos pessoas só, porque no final é isso mesmo que somos.
Somos tão divergentes entre nós...somos seres livres! Apesar de não sabermos o que é muito bem a liberdade e nem como usá-la. Ninguém está preso a ninguém...isso é divino e demoníaco também.
Mas saber ser só não significa isolar-se do mundo. Para mim é uma doutrinação diária para tentar colocar na cabeça, mesmo que a força, que não devemo ter necessidade de outra pessoa. Isso é libertação. Escravidão é manter relações apenas pelo que as outras pessoas oferecem e escolhe-las pelo que se necessita. Assim são as relações humanas...trocas de vantagens. São suportes entre fracos e fortes variando entre as nuances do peso e da leveza. Até que se descubra o amor em sua plenitude, abstraído das vicissitudes humanas, as interrelações humanísticas não deixaram de orbitar nessa esfera de troca. Agora calma que o andor é de barro. Não desejo ficar só e nem almejo chegar nesse amor tão puro...ainda sou por demais terrena e dominada pelas paixões.
Os relacionamentos são necessários para o crescimenro de todos os envolvidos. O que estou tentando passar (de forma muito confusa e pueril...perdoem-me) é o desapego para com as pessoas que são o objeto do nosso "amor". Sempre trabalhando a não necessidade do outro.
Desculpa gente...vou parar por aqui. Não estou a me sentir bem...
Ando muito enjoada...grávida do mundo!!!??? Será?
Cordiais saudações
Mi
"Quem quiser encontrar o amor, vai ter que sofrer, vai ter que chorar."
Torquato Neto
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Um pouquinho de mim
Hola amigos!!!
Segunda postagem!! uhu! progressos...pelo menos em relação a continuidade do blog.
Do que falaremos hoje?? Hum...deixe-me ver. Acho justo falar de mim, afinal vocês devem estar curiosos para saber quem vos fala (algumas vaias seguidas de burburinhos "que moçinha pretensiosa"). Calminha meus queridíssimos leitores não falarei apenas de mim, se assim o fosse existiria algo mais chato?? Nossa...como é um porre (de cachaça Duelo) ficar ouvindo/lendo aguém que só sabe dizer "eu", "eu", "eu", "eu" de novo e "olha minha foto que massa". Outros assuntos virão.
Ok, por onde começar!?
Meu nome aqui é Mi e isso basta. Idade: dezena dos vinte. Sexo: o meu é feminio e o de preferência é o masculino. Signo: virgem, mas sempre lutando pra me afastar ao máximo das características desse pragmático. Origem: mãe goiana, pai paulista, nascida e criada em Teresina e por hora radicada em Belém (batida mix, né!). Gostos: tudo que for colorido - verde e vermelho me encantam (engraçado: um dia me disseram que essas duas são as que mais se afastam em uma escala de cores) - música, livros, cinema e agora teatro. Não sou tão vagabunda, faço universidade. Qual? hum...isso é segredo. Adoro botequim com boa música ou conversa interessante. Balada? Assim...o que me chamar eu topo, maaaaaaaaaaas não tenho muita paciência para boates ou barzinhos da moda lotados de cagões e cagonas riquinhos ou pseudorricos. Cervejinha gelada na esquina ou na casa do joão!!! Tô dentro. Não deixe de me chamar.
Principal característica: sou uma sentidora (perdão por inventar essa palavra, mas gosto de fazer isso e espero não perder a inspiração para tal) "O peso de sentir! O peso de ter que sentir!" (Fernando Pessoa - Bernado Soares) gosto de sentir, gosto de chorar, gosto de sorrir e gosto de olhar. Olhar é pensar, escrever é pensar. Quando pensamos em algo, este passa a existir. Que legal, né!!! Podemos dar existência a qualquer coisa...maravilhoso, não!? Somos deuses, claro que numa dimensão um tanto arenosa. Por favor não me acusem de herege!!! Sou muito religiosa, ao meu modo.
Em outra postagem falarei dos vários mins e eus. Não vai demorar...esse assunto é um dos que mais me encantam.
Cordiais saudações
Mi
Segunda postagem!! uhu! progressos...pelo menos em relação a continuidade do blog.
Do que falaremos hoje?? Hum...deixe-me ver. Acho justo falar de mim, afinal vocês devem estar curiosos para saber quem vos fala (algumas vaias seguidas de burburinhos "que moçinha pretensiosa"). Calminha meus queridíssimos leitores não falarei apenas de mim, se assim o fosse existiria algo mais chato?? Nossa...como é um porre (de cachaça Duelo) ficar ouvindo/lendo aguém que só sabe dizer "eu", "eu", "eu", "eu" de novo e "olha minha foto que massa". Outros assuntos virão.
Ok, por onde começar!?
Meu nome aqui é Mi e isso basta. Idade: dezena dos vinte. Sexo: o meu é feminio e o de preferência é o masculino. Signo: virgem, mas sempre lutando pra me afastar ao máximo das características desse pragmático. Origem: mãe goiana, pai paulista, nascida e criada em Teresina e por hora radicada em Belém (batida mix, né!). Gostos: tudo que for colorido - verde e vermelho me encantam (engraçado: um dia me disseram que essas duas são as que mais se afastam em uma escala de cores) - música, livros, cinema e agora teatro. Não sou tão vagabunda, faço universidade. Qual? hum...isso é segredo. Adoro botequim com boa música ou conversa interessante. Balada? Assim...o que me chamar eu topo, maaaaaaaaaaas não tenho muita paciência para boates ou barzinhos da moda lotados de cagões e cagonas riquinhos ou pseudorricos. Cervejinha gelada na esquina ou na casa do joão!!! Tô dentro. Não deixe de me chamar.
Principal característica: sou uma sentidora (perdão por inventar essa palavra, mas gosto de fazer isso e espero não perder a inspiração para tal) "O peso de sentir! O peso de ter que sentir!" (Fernando Pessoa - Bernado Soares) gosto de sentir, gosto de chorar, gosto de sorrir e gosto de olhar. Olhar é pensar, escrever é pensar. Quando pensamos em algo, este passa a existir. Que legal, né!!! Podemos dar existência a qualquer coisa...maravilhoso, não!? Somos deuses, claro que numa dimensão um tanto arenosa. Por favor não me acusem de herege!!! Sou muito religiosa, ao meu modo.
Em outra postagem falarei dos vários mins e eus. Não vai demorar...esse assunto é um dos que mais me encantam.
Cordiais saudações
Mi
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Apresentação...um tanto rasa
Olá! hram hram...
Hoje começo um blog que logo poderei chamar de meu quando já tiver algumas características pessoais.
Vida nova! Uhu! "Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou..." (Marcos Valle e Nelson Motta), opa! não é propaganda da rede globo e nem ano novo. São 04 de agosto de 2009 ainda não chegou o novo ano de 2010...acontece que nunca cumpro as resoluções de fim de ano, então, resolvi fazer diferente e começar pelo meio...quem sabe assim chego mais perto do fim e onde há um fim também existe um começo e adoro inícios.
Começo de tudo é uma delícia. Começo de ano, de férias, de curso, até mesmo de regime, que dirá começo de namoro...ah!!!! esse merece um texto a parte que será papo pra outro dia. Hoje é começo de blog!
O objetivo desse blog é me ajudar a pensar, expressar, escrever e criticar. Também espero que funcione como catarse e epifania. Prefiro fazer por aqui para não adoecer as orelhas de queridos amigos e evitar que se afastem de mim (os amo muito viu!). Aqui posso pensar/sonhar que sou lida por seletos leitores imaginários e imaginativos (nome do blog! Rá!).
"Todo texto escrito é autobiográfico: do contrário seria plágio!" (Augusto Boal)...aqui falarei o que penso, o que penso que penso, o que sonho em pensamentos, o que vejo, o que lembro e o que imagino. Contudo, todavia, entretanto, não confiem integralmente e indubtavelmente no que está registrado virtualmente nesse blog. A blogueira que vos escreve tem uma memória invejada talvez por serial killers arrependidos, ou seja, ela é péssima...uma memória muito das esquecidas, má, desobediente e negligente para comigo que permitiu sua existência, além de sofrer de uma crise de identidade....ela se confunde com a imaginação!!! Ora vejam só!
Enfim...mãos a obra! "Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho" (Clarice Lispector)
Cordiais saudações
Mi
Hoje começo um blog que logo poderei chamar de meu quando já tiver algumas características pessoais.
Vida nova! Uhu! "Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou..." (Marcos Valle e Nelson Motta), opa! não é propaganda da rede globo e nem ano novo. São 04 de agosto de 2009 ainda não chegou o novo ano de 2010...acontece que nunca cumpro as resoluções de fim de ano, então, resolvi fazer diferente e começar pelo meio...quem sabe assim chego mais perto do fim e onde há um fim também existe um começo e adoro inícios.
Começo de tudo é uma delícia. Começo de ano, de férias, de curso, até mesmo de regime, que dirá começo de namoro...ah!!!! esse merece um texto a parte que será papo pra outro dia. Hoje é começo de blog!
O objetivo desse blog é me ajudar a pensar, expressar, escrever e criticar. Também espero que funcione como catarse e epifania. Prefiro fazer por aqui para não adoecer as orelhas de queridos amigos e evitar que se afastem de mim (os amo muito viu!). Aqui posso pensar/sonhar que sou lida por seletos leitores imaginários e imaginativos (nome do blog! Rá!).
"Todo texto escrito é autobiográfico: do contrário seria plágio!" (Augusto Boal)...aqui falarei o que penso, o que penso que penso, o que sonho em pensamentos, o que vejo, o que lembro e o que imagino. Contudo, todavia, entretanto, não confiem integralmente e indubtavelmente no que está registrado virtualmente nesse blog. A blogueira que vos escreve tem uma memória invejada talvez por serial killers arrependidos, ou seja, ela é péssima...uma memória muito das esquecidas, má, desobediente e negligente para comigo que permitiu sua existência, além de sofrer de uma crise de identidade....ela se confunde com a imaginação!!! Ora vejam só!
Enfim...mãos a obra! "Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho" (Clarice Lispector)
Cordiais saudações
Mi
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