Não se percam!
Sim...se der pra entender fixem bem a frase NÃO SE PERCAM!!! Porque no final só temos a nós mesmos. Só podemos contar conosco. Não pensem que seja pessimismo, não o é. É uma verdade sublime, talvez o grande objetivo para o qual a vida nos empurra. O mais sábio, o mais otimista, o mais feliz e o mais bobo sabem o valor de terem a si mesmos.
Cada pessoa é um indivíduo singular flutuando em um universo, prestem atenção: UNIverso. Somos serem semelhantes fisicamente talvez, mas únicos em toda a nossa extensão mental-psicológica-emocional-racional. Ú-N-I-C-O-S. Por isso mesmo não podemos perder nossa individualidade, precipuamente, a nossa identidade (excluo desse modo algum pensamento egoístico que a individualidade possa gerar) já que estamos mergulhados nesse universo (as vezes me sinto como em um caldeirão atulhada de pessoas ao meu redor, claustrofóbica mesmo...e tenho medo de perder a mim e não o que fui, sou ou serei).
Identidade são a característica que faz você gostar de você (me espanto como consegui definir identidade tão simplesmente). E isso é fundamental.
Alguém pode estar pensando ser isso papo de pessoa amargurada. Não extermino essa possibilidade (tenho que exercitar a tentativa de encontro do equilíbrio entre tantos pensamentos diferentes)....mas durante algumas abstrações em que acho que vislumbro o caminho adiante vejo que temos de contar somente conosco, o que não significa esquecer e acinzentar os sentidos para com os outros human beings. As pessoas são ainda hoje, e desejo que sejam sempre, as minhas inspiradoras de vida, elas são o meu Deus, elas me dão o sopro da vida. Vejam bem, usei a palavra PESSOAS, a população, a massa, a sociedade me amedrontam, minimizam e animalizam, mas isso é assunto para outra postagem.
O que tento desenhar nesse texto é a necessidade de aprendermos que só temos a nós, que o fundo do poço é quando não temos mais a nós mesmos.
Outra coisa: não confundão ter-se com solidão! Ao nos termos estamos mais completos do que nunca!!!!
Cordiais saudações
Mi
terça-feira, 20 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
L'amour...
Ouço tanto em filmes que o amor só é grande se for impossível. Seria grande por vir de outras vidas, outras dimensões ou mesmo pela ancestralidade dos que se amam!? Ou apenas grande pela sua não conclusão? Pois se não foi concluido existe uma potencialidade de amor-sem-fim. Primeiramente, pode-se ter alguma conclusão? O amor se ama a dois, a três, a quatro...ou o amor é só, se encerra em si, é só seu, do amor??? Aaaaaaaaaaah (um grito que sempre sufoco). Nunca acreditei em amores impossíveis. Nunca cogitei a possibilidade de não realização. O amor é imponderável, não é classificável, não é ao menos discutível. O amor agrupa todos os sentimentos bons e ruins. Não existe simplicidade no amor. Existe resignação, existe satisfação, existe mágoa, existe felicidade, existe o que queremos que exista. Ele se faz de nós, da nossa projeção...talvez seja assim mesmo...o amor é do amor e de ninguém mais. Tem alma e quase corpo, chega a ser palpável, mas volátio. Nasce de nós, mas não se limita ao criador, crescem asas.
Quisera eu ser tão livre. Por isso ele se me apresenta tão impiedoso na minha pequenice.
A minha definição do amor depende do amor.
Tantas contradições...eu apenas não cheguei lá...ainda!
Cordiais saudações
Mi
Quisera eu ser tão livre. Por isso ele se me apresenta tão impiedoso na minha pequenice.
A minha definição do amor depende do amor.
Tantas contradições...eu apenas não cheguei lá...ainda!
Cordiais saudações
Mi
domingo, 4 de outubro de 2009
O melhor amor
Uma vez ouvi alguém dizer: "O melhor amor é aquele que provoca em nós os melhores sentimentos". Isto já tem mais de trinta anos, mas a frase ficou grudadinha na memória.
Retomo-a agora. É uma frase intrigante. Primeiro porque instila a idéia de que existe um "melhor amor". Se assim é, então deve existir também um "pior amor". Isto desestabiliza a idéia de que o amor é sempre uma coisa una e indivisível, que é em si sempre algo sublime, fora de nós, e que certos amantes é que não sabem como lidar com ele.
Ocorreu-me de novo aquela frase, porque alguém (há sempre alguém nos dando frases de presente), numa conversa banal, disse que fulano era especialista em murchar mulheres. Havia casado umas três vezes, e o que eram namoradas viçosas e apetecíveis transformaram-se em cinzas e apagadas matronas olhando a vida como um trem que se afastasse deixando-as murchas na estação.
Tem gente, portanto, que tem DNA de sanguessuga. Crava o dente na alma do outro e a esvazia. No entanto, a convivência amorosa deveria trazer vida, alegria, comunicabilidade, enfim, despertar em cada um o que cada um de melhor tem.
Em Belo Horizonte houve uma miss Brasil esfuziantemente linda, que casou com um empresário e obnubilou. É essa a palavra que me ocorre, e - como dizia o mestre Aurélio - a gente tem que dar oportunidade às palavras. A moça enevoou-se, apagou-se, sumiu do mapa, sequestrada na tristeza. Obnubilou-se.
Alguém vai dizer: "isto também ocorre do lado feminino". E eu não sei? Já não vimos aquele filme com a Marlene Dietrich, O anjo azul, e, que a "mulher fatal", como uma aranha no cio, uma gafanhota perversa, vai destruindo o indefeso e apaixonado velho professor?
Picasso foi um grande, imenso exemplo de destruidor de mulheres. Isto pode ser revisto naquele filme tirado do livro que uma de suas ex-mulheres escreveu. Aliás, se acharem suspeitos os depoimentos expressos pela vida de suas sete esposas oficiais, vasta considerar a frase que Paul Éluard - poeta francês contemporâneo do pintor - certa vez disse depois de fazer um exame da caligrafia daquele minotauro amoroso: "Picasso ama intensamente, mas ele destrói o que ama".
Portanto, se há um "melhor amor" e um "pior amor", há amor que mata e amor que vivifica. Por isto, alguém pode indagar: "Por que há gente que fica presa ao 'pior amor'? Por que sofre insônias? Por que fica grudada no telefone que não toca? Por que continua dando presentes e recebendo rejeição de volta? Por que tolera certas humilhações públicas e íntimas?"
É que nem sempre se pode sair de um pântano, de areia movediça, sem agarrar-se a um galho, corda ou outro tipo de socorro. E as neuroses são como o cigarro. O fumante, mesmo sabendo que aquele vício mata, nem sempre consegue se libertar. E assim como que já deixou a bebida sabe que não se deve tomar um trago nem por brincadeira, quem já sofreu burramente por causa de um amor ruim deve precaver-se.
O melhor amor é aquele que desperta em nós os nossos melhores sentimentos. Aí, então, nossa pele remoça, os olhos brilham e somos capazes de atravessar os anos numa fecundante aura.
Affonso Romano de Sant'Ana
Retomo-a agora. É uma frase intrigante. Primeiro porque instila a idéia de que existe um "melhor amor". Se assim é, então deve existir também um "pior amor". Isto desestabiliza a idéia de que o amor é sempre uma coisa una e indivisível, que é em si sempre algo sublime, fora de nós, e que certos amantes é que não sabem como lidar com ele.
Ocorreu-me de novo aquela frase, porque alguém (há sempre alguém nos dando frases de presente), numa conversa banal, disse que fulano era especialista em murchar mulheres. Havia casado umas três vezes, e o que eram namoradas viçosas e apetecíveis transformaram-se em cinzas e apagadas matronas olhando a vida como um trem que se afastasse deixando-as murchas na estação.
Tem gente, portanto, que tem DNA de sanguessuga. Crava o dente na alma do outro e a esvazia. No entanto, a convivência amorosa deveria trazer vida, alegria, comunicabilidade, enfim, despertar em cada um o que cada um de melhor tem.
Em Belo Horizonte houve uma miss Brasil esfuziantemente linda, que casou com um empresário e obnubilou. É essa a palavra que me ocorre, e - como dizia o mestre Aurélio - a gente tem que dar oportunidade às palavras. A moça enevoou-se, apagou-se, sumiu do mapa, sequestrada na tristeza. Obnubilou-se.
Alguém vai dizer: "isto também ocorre do lado feminino". E eu não sei? Já não vimos aquele filme com a Marlene Dietrich, O anjo azul, e, que a "mulher fatal", como uma aranha no cio, uma gafanhota perversa, vai destruindo o indefeso e apaixonado velho professor?
Picasso foi um grande, imenso exemplo de destruidor de mulheres. Isto pode ser revisto naquele filme tirado do livro que uma de suas ex-mulheres escreveu. Aliás, se acharem suspeitos os depoimentos expressos pela vida de suas sete esposas oficiais, vasta considerar a frase que Paul Éluard - poeta francês contemporâneo do pintor - certa vez disse depois de fazer um exame da caligrafia daquele minotauro amoroso: "Picasso ama intensamente, mas ele destrói o que ama".
Portanto, se há um "melhor amor" e um "pior amor", há amor que mata e amor que vivifica. Por isto, alguém pode indagar: "Por que há gente que fica presa ao 'pior amor'? Por que sofre insônias? Por que fica grudada no telefone que não toca? Por que continua dando presentes e recebendo rejeição de volta? Por que tolera certas humilhações públicas e íntimas?"
É que nem sempre se pode sair de um pântano, de areia movediça, sem agarrar-se a um galho, corda ou outro tipo de socorro. E as neuroses são como o cigarro. O fumante, mesmo sabendo que aquele vício mata, nem sempre consegue se libertar. E assim como que já deixou a bebida sabe que não se deve tomar um trago nem por brincadeira, quem já sofreu burramente por causa de um amor ruim deve precaver-se.
O melhor amor é aquele que desperta em nós os nossos melhores sentimentos. Aí, então, nossa pele remoça, os olhos brilham e somos capazes de atravessar os anos numa fecundante aura.
Affonso Romano de Sant'Ana
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Até parece....
"Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, como sabê-lo?" (Vínicius de Morais)
Vamos lá, uma situação hipotética.
Digamos que eu tivesse muito, muito, muito dinheiro e um filho meu chegasse a mim com a idéia e argumentação que não quer trabalhar, meu dinheiro é mais do que suficiente para não só sobreviver e sim viver muito bem com todos os confortos e regalias desejadas e que por isso ia aproveitar tudo o que o mundo oferece de prazeiroso (com algumas responsabilidades, hipoteticamente!) iria se tonar um bon vivant.
Eu pensaria muito a respeito e talvez chegasse a conclusão de que é verdade, de que posso proporcionar uma vida plena de sabores a ele e sim, permitiria....
Mas será que ele tem o discernimento necessário para saber realmente no que está entrando de cabeça e talvez sem volta????
Quando somos jovens temos energia, coragem e principalmente vontade de fazer anything. Entretanto, será que mais adiante ele não sentiria vontade de trabalhar, de produzir algo que posso dizer "Fui eu quem fez isso" e ter esse imenso prazer de olhar algo construido por si, sentir-se útil?
Ou será apenas que por julgarmos os jovens tão cheios de utopismos eles não tenham capacidade suficente para decidir que tipo de vida ter e podem até se arrepender no futuro próximo ou distante.
Por esses pensamentos será que não os moldamos à nossa imagem e semelhança tornando-os tão ordinários quanto nós...tão necessitados de ditações, coisas e vivências ordinárias. Projetamos neles o que achamos ser melhor para nós...ou seja, o que é dito melhor para a considerada sociedade normal.
Se nos insentássemos dessa projeção eles não desenvolveriam um ser diferente, "independente" e até mesmo quem sabe melhor do que nós, os pais, e a a sociedade dita normal.
Como julgar o que é melhor para um ser cheio de potencialidades, gosto diversos, vida ardejante e principalmente...deferente de nós.
Será que simplesmente nos anestesiamos...predemos aquele viço, que naturalmente se perde, e por isso nos julgamos experiente e sabedores do mundo permitindo nos arvorar a dizer o que é melhor e o que é pior. As escolhas são infinitas...a liberdade tão perigosa e excitante!!!
Ou será realmente que a vida é simplesmente isso...esse mundinho nosso...tão ordinário? E estamos mais corretos com nossos pensamentos mais "vividos"??
Alguém consegue entender-me????
Cordiais saudações
Mi
Vamos lá, uma situação hipotética.
Digamos que eu tivesse muito, muito, muito dinheiro e um filho meu chegasse a mim com a idéia e argumentação que não quer trabalhar, meu dinheiro é mais do que suficiente para não só sobreviver e sim viver muito bem com todos os confortos e regalias desejadas e que por isso ia aproveitar tudo o que o mundo oferece de prazeiroso (com algumas responsabilidades, hipoteticamente!) iria se tonar um bon vivant.
Eu pensaria muito a respeito e talvez chegasse a conclusão de que é verdade, de que posso proporcionar uma vida plena de sabores a ele e sim, permitiria....
Mas será que ele tem o discernimento necessário para saber realmente no que está entrando de cabeça e talvez sem volta????
Quando somos jovens temos energia, coragem e principalmente vontade de fazer anything. Entretanto, será que mais adiante ele não sentiria vontade de trabalhar, de produzir algo que posso dizer "Fui eu quem fez isso" e ter esse imenso prazer de olhar algo construido por si, sentir-se útil?
Ou será apenas que por julgarmos os jovens tão cheios de utopismos eles não tenham capacidade suficente para decidir que tipo de vida ter e podem até se arrepender no futuro próximo ou distante.
Por esses pensamentos será que não os moldamos à nossa imagem e semelhança tornando-os tão ordinários quanto nós...tão necessitados de ditações, coisas e vivências ordinárias. Projetamos neles o que achamos ser melhor para nós...ou seja, o que é dito melhor para a considerada sociedade normal.
Se nos insentássemos dessa projeção eles não desenvolveriam um ser diferente, "independente" e até mesmo quem sabe melhor do que nós, os pais, e a a sociedade dita normal.
Como julgar o que é melhor para um ser cheio de potencialidades, gosto diversos, vida ardejante e principalmente...deferente de nós.
Será que simplesmente nos anestesiamos...predemos aquele viço, que naturalmente se perde, e por isso nos julgamos experiente e sabedores do mundo permitindo nos arvorar a dizer o que é melhor e o que é pior. As escolhas são infinitas...a liberdade tão perigosa e excitante!!!
Ou será realmente que a vida é simplesmente isso...esse mundinho nosso...tão ordinário? E estamos mais corretos com nossos pensamentos mais "vividos"??
Alguém consegue entender-me????
Cordiais saudações
Mi
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