"Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, como sabê-lo?" (Vínicius de Morais)
Vamos lá, uma situação hipotética.
Digamos que eu tivesse muito, muito, muito dinheiro e um filho meu chegasse a mim com a idéia e argumentação que não quer trabalhar, meu dinheiro é mais do que suficiente para não só sobreviver e sim viver muito bem com todos os confortos e regalias desejadas e que por isso ia aproveitar tudo o que o mundo oferece de prazeiroso (com algumas responsabilidades, hipoteticamente!) iria se tonar um bon vivant.
Eu pensaria muito a respeito e talvez chegasse a conclusão de que é verdade, de que posso proporcionar uma vida plena de sabores a ele e sim, permitiria....
Mas será que ele tem o discernimento necessário para saber realmente no que está entrando de cabeça e talvez sem volta????
Quando somos jovens temos energia, coragem e principalmente vontade de fazer anything. Entretanto, será que mais adiante ele não sentiria vontade de trabalhar, de produzir algo que posso dizer "Fui eu quem fez isso" e ter esse imenso prazer de olhar algo construido por si, sentir-se útil?
Ou será apenas que por julgarmos os jovens tão cheios de utopismos eles não tenham capacidade suficente para decidir que tipo de vida ter e podem até se arrepender no futuro próximo ou distante.
Por esses pensamentos será que não os moldamos à nossa imagem e semelhança tornando-os tão ordinários quanto nós...tão necessitados de ditações, coisas e vivências ordinárias. Projetamos neles o que achamos ser melhor para nós...ou seja, o que é dito melhor para a considerada sociedade normal.
Se nos insentássemos dessa projeção eles não desenvolveriam um ser diferente, "independente" e até mesmo quem sabe melhor do que nós, os pais, e a a sociedade dita normal.
Como julgar o que é melhor para um ser cheio de potencialidades, gosto diversos, vida ardejante e principalmente...deferente de nós.
Será que simplesmente nos anestesiamos...predemos aquele viço, que naturalmente se perde, e por isso nos julgamos experiente e sabedores do mundo permitindo nos arvorar a dizer o que é melhor e o que é pior. As escolhas são infinitas...a liberdade tão perigosa e excitante!!!
Ou será realmente que a vida é simplesmente isso...esse mundinho nosso...tão ordinário? E estamos mais corretos com nossos pensamentos mais "vividos"??
Alguém consegue entender-me????
Cordiais saudações
Mi
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